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Água potável, infelizmente não para todos. Mas qual será a solução?

Possíveis caminhos para a solução

Água potável… De acordo com as Nações Unidas, existe água potável suficiente no planeta para seis bilhões de pessoas. Porém, esta água é distribuída de forma desigual, e uma quantidade enorme é desperdiçada, poluída ou gerida de maneira não sustentável.

A agricultura é um caso clássico de má gestão dos recursos hídricos, em que a água potável é utilizada com frequência para fins que poderiam ser servidos por outros tipos de água, preservando a água de melhor qualidade para propósitos mais vitais.

Esse problema vai além da agricultura, uma vez que usamos água potável em vasos sanitários ou para lavar o piso.

Mas, a crise tem solução? Sim, além do uso consciente da água, existem alguns caminhos possíveis para resolver este problema, alguns deles são:

      Captação de águas pluviais (água de chuva)

      Reúso da água

      Despoluição de rios

      Coletores de ar que condensam a água

      Dessalinização

Captação de águas pluviais (água de chuva)

Reservar água de chuva é uma boa e clássica opção, pode ser usada para fins industriais, lavar carros e calçadas, regar jardins, controle de temperatura de ambientes e até mesmo beber se for tratada.

A instalação de uma cisterna é uma solução simples, barata e totalmente sustentável.

Reúso da água

Reflete a ideia do próprio ciclo da água na Terra. Trata-se de investimento em estações de tratamento de água do esgoto sanitário. Impurezas e partículas sólidas são removidas e a água é tratada. Existe um determinado tipo de tratamento conforme o uso.  Reabastecimento de aquíferos, rios ou até mesmo para beber. No Brasil ainda existe um certo preconceito em relação a essa opção, mas é uma das soluções mais sustentáveis.

Despoluição de rios

Um bom exemplo que dever ser seguido de rio despoluído é o famoso Rio Tâmisa, que corta Londres, na Inglaterra. O que resolveu o problema foi a construção de sistemas de tratamento ao longo do rio.

O Primeiro passo para a despoluição de um rio, é localizar as fontes poluidoras e interromper esse processo, começar a faxina para retirar os resíduos acumulados ao longo do tempo. Em alguns casos retirar moradores irregulares em áreas de mananciais e recompor a vegetação das margens do rio. Além das estações de tratamento.

Coletores de ar que condensam a água

Já existem no mercado máquinas que condensam a umidade do ar.

Os geradores atmosféricos de água não é nada novo. Baseia-se no funcionamento do ciclo das chuvas, com a condensação e precipitação de massas de ar quentes e úmidas.

As máquinas existentes usam basicamente duas técnicas:

Uma tem o funcionamento parecido com o ar condicionado. Ou seja, resfriamento do ar e a consequente condensação da água, que depois é filtrada e armazenada.

A outra tem no processo uma solução concentrada de sal que absorve a umidade do ar, de onde é extraída a água e posteriormente filtrada.

Existem também versões mais simples. Como, grandes redes de nylon entram em contato com a neblina e a transformam em gotículas de água, que são escoadas até um reservatório.

Temos que tomar cuidado com essa opção. Aparelhos que produzem água por condensação em larga escala podem causar problemas para meio ambiente e seres humanos, já que diminuem a umidade do ar.

Dessalinização

Considerando que temos no planeta muito mais água salgada do que potável. A solução parece óbvia e na teoria parece simples. É só extrair água do mar e tirar o sal. Pronto temos água potável. Em pequena escala, realmente é simples. No entanto, o desafio se torna grande quando se fala em produção em larga escala para distribuição. O custo se torna bem elevado.

Uma das formas de tratar a água do mar é a retirada de impurezas, como areia, algas, e partículas menores. Depois uma grande pressão é aplicada na água, fazendo com que ela passe através de uma membrana. Nessa passagem o sal fica e o que passa é apenas água potável. Esse processo chama-se osmose reversa.

A usina em Sydney é um bom exemplo. Todo o sistema é abastecido com energia eólica. Sua capacidade é de 250 milhões de litros por dia, suprindo a necessidade de 22 milhões de australianos.

Existem alguns cuidados nessa opção. O Sistema pode causar impacto na vida marinha, e o descarte do sal retirado da água é outra preocupação.

 

A pergunta que fica é:

Nossos governantes estão cientes da importância deste assunto?

 

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